O declarante Tarik Wahaj, gerente da Africâmbios, que hoje devia ser ouvido pelo tribunal que julga o caso “dívidas não declaradas”, na Cadeia de Máxima Segurança, BO, é dado como foragido da justiça.
Até ontem Tarik Wahaj não havia sido localizado pelo oficial do tribunal para ser notificado da audição de hoje e o seu telemóvel estava desligado. Suspeita que o declarante, de origem asiática, tenha fugido do país para não prestar declarações.
Wahaj foi largamente citado e apontado pelos seus trabalhadores na Africâmbios, uma das grandes casas de câmbio da capital moçambicana, como tendo dado ordens para receber dinheiro transferido da conta da empresa M Moçambique Construções, do réu Fabião Mabunda. Trata-se de avultadas somas de valores provenientes da Privinvest, para a troca em divisas. Em vez de montantes terem sido transferidos para a Africâmbios, os funcionários disseram que Tarik Wahaj ordenava que o dinheiro fosse depositado nas suas contas.
Entretanto, hoje o tribunal continuará a ouvir o declarante Bilal Seedat, antigo administrador da empresa Txopela Investimentos, detida pelo réu António Carlos do Rosário. Este disse, na última sexta-feira, que chegou a efectuar vários pagamentos em numerário e em cheques por instruções verbais e escritas do réu Do Rosário, antigo director de Inteligência Económica dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE).














