A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) quer promover projectos de auto-emprego para beneficiar directa ou indirectamente mais de 800 mil deslocados devido ao conflito armado no norte do país, anunciou a entidade.
A iniciativa será desenvolvida em parceria com o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), entidade com a qual ADIN assinou um memorando esta semana que prevê investimentos para promoção de meios de subsistência entre os grupos afectados pela violência armada em Cabo Delgado.
O objetivo é “facilitar a cooperação, intercâmbio e colaboração entre a ADIN e o IPEME na prestação de serviços de promoção e desenvolvimento de negócios das micro, pequenas e médias empresas na região norte de Moçambique”, disse o presidente da ADIN, Armindo Ngunga, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).
A ADIN foi criada em Março de 2020 pelo Conselho de Ministros para a promoção de acções de carácter multiforme visando ao desenvolvimento socioeconómico das províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula.
Entre os seus objectivos, a agência, que conta também com o apoio do Banco Mundial, promove oportunidades nas regiões afectadas pela violência armada. A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas é aterrorizada desde 2017 por grupos armados.
O conflito já provocou mais de 3100 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas. Desde Julho, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda, a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de terroristas.
















