De origem senegalesa, o dirigente da organização SOS Racismo em Portugal foi laureado com o Prémio Front Line Defenders, entregue aos defensores de direitos humanos em risco. O ativista é alvo de constantes ameaças.
Nascido no Senegal, Mamadou Ba dedica-se ao ativismo antirracismo, como dirigente da organização SOS Racismo, em Portugal. É também membro fundador de várias organizações de defesa dos direitos humanos dos migrantes.
Autor de vários artigos em jornais, revistas e livros sobre racismo e direitos humanos, bem como orador em conferências sobre temas relacionados com a imigração, diversidade étnica e racismo, Mamadou Ba é uma das vozes mais destacadas do movimento antirracista em Portugal.
O ativista tem denunciado a proliferação de discursos de ódio nas redes sociais, na esfera pública e política e é, portanto, um alvo de ataques da extrema-direita e dos movimentos neonazistas em Portugal.
A distinção “aumenta a visibilidade da causa” e “significa que a luta antirracista em Portugal não está isolada e encontra eco fora de portas”, destacou Mamadou Ba numa conferência de imprensa virtual realizada na quarta-feira (24.11) para apresentar os premiados deste ano.















