Queimadas descontroladas e abate indiscriminado de casuarinas para a produção de carvão vegetal constituem séria ameaça à zona de protecção total da praia de Zalala, no distrito de Quelimane, província da Zambézia.
Associado a este mal ambiental está também a construção desregrada de casas de pasto, que nascem como cogumelos, com base em material convencional, nesta mesma área, numa altura em que vários segmentos ligados à preservação ambiental lutam para travar os efeitos negativos das mudanças climáticas.
O activista ambiental Daniel Maúla considera tais práticas de inaceitáveis e defende a necessidade do fortalecimento da educação ambiental, sobretudo no seio da camada juvenil, bem como o resgate das iniciativas “Um líder, uma floresta” e “ Uma criança, uma árvore”.
Para o ambientalista fazer queimadas e abater árvores numa praia contribui sobremaneira para o agravamento do efeito das mudanças climáticas, uma vez que se perde a vegetação, ganha-se a incapacidade de travar os ventos fortes, aumenta a temperatura e perdem-se sombras para o turismo de lazer.
A última queimada ocorrida sexta-feira lavrou uma área de quase meio hectare numa das áreas de acesso à zona dos banhistas. Suspeita-se que os mentores das queimadas descontroladas sejam moradores das comunidades locais que depois usam os troncos das casuarinas para a produção de carvão vegetal. O incêndio foi de grandes proporções de tal forma que houve a intervenção de bombeiros para debelarem o fogo.














