Os operadores de moto-táxi, que haviam sido retirados compulsivamente da praça do bairro de Namicopo, pelas autoridades do Conselho Municipal da cidade de Nampula, voltaram a ocupar o espaço tornando complicada a circulação rodoviária.
Trata-se de uma presença descrita pelas autoridade municipais como perigosa, por um lado a medir pela sua localização, numa curva de fraca visibilidade e, por outro, por ser uma das maiores e ainda por estar perto da linha férrea do Corredor de Nacala, onde a circulação diária de comboios não só põe em risco a vida dos próprios operadores, como também dos que procuram, todos os dias, os seus serviços.
Os moto-taxistas reconhecem que o lugar é inadequado e perigoso, contudo, dizem que não têm alternativa. Justificam a sua presença no local como uma forma de luta pela sobrevivência, uma vez tratando-se de um lugar bastante movimentado pelos clientes.
O Conselho Municipal diz que a reocupação da praça pelos moto-taxistas ilegais é um problema que também acontece em relação a alguns passeios onde, apesar dos esforços feitos na perspectiva de ver os vendedores fora desses lugares, eles continuam a ocupá-los.
O município garante que continua a trabalhar no sentido de, tanto as praças não autorizadas para o exercício da actividade de moto-táxi na cidade de Nampula, assim como passeios das ruas e avenidas, fiquem livres, mesmo que isso exija o uso da força, como tem acontecido nos últimos tempos.
Depois de os operadores de moto-táxi terem sido expulsos do local, o mesmo chegou a ser guarnecido por agentes da Polícia Municipal e da República de Moçambique, facto que já não acontece.














