Segundo as autoridades, o novo Código Penal proíbe a vandalização da imagem do Presidente da República. Para oposição, MPLA está a abusar ao afixar propaganda antes do arranque oficial da campanha eleitoral.
Não é comum a vandalização de imagem de figuras políticas por parte dos cidadãos na cidade de Cabinda, na província angolana com o mesmo nome.
Na semana passada, entretanto, uma cidadã optou por desfazer uma imagem gigantesca do rosto do Presidente afixada no centro da cidade, concretamente na Secretaria Provincial dos Registos.
A cidadã em causa, que alegadamente sofre perturbações mentais, usava palavras como: “Dei-te o poder, mas agora acabou”.
O protesto surpreendeu um grupo de cidadãos que acabou por apoiar o ato isolado. O incidente fez o Governo da província divulgar um comunicado, no qual alerta para a proibição deste tipo de vandalização da figura institucional do Presidente.
O deputado Raúl Tati, da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior partido da oposição, usou as redes sociais para criticar a utilização de imagens do Presidente em locais públicos.
Para Tati, tais fotos acabam por ser confundidas com os símbolos nacionais. Para o deputado da Assembleia Nacional, a prática acaba, segundo as suas palavras, “endeusando o chefe de Estado” e “legitimando a sua dominação através da idolatria e do medo”.
















