Sensivelmente a ano e meio de medidas restritivas, devido à Covid-19, estão a arruinar as bases de subsistência de KaNyaka, que tem no turismo a sua principal fonte. Esta situação está na origem do encerramento de algumas instâncias que votaram os seus trabalhadores ao desemprego, engrossando o número de jovens que clamam por oportunidades de trabalho.
Estas e outras inquietações foram apresentadas, recentemente ao Secretário de Estado na Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, na visita a este distrito insular.
A classe empresarial local queixa-se dos elevados encargos para levar mercadoria a partir da cidade de Maputo, situação que concorre para o agravamento dos preços dos produtos no mercado local.
O presidente da Associação de Transportadores Marítimos e Terrestres (ATRAMAT), Alfredo Zical, disse que as viaturas de transporte pagam entre 300 e 800 meticais, para ligeiros e pesados, respectivamente, quando entram no Porto de Pesca de Maputo, levando mercadoria.
Relataram que a Covid-19 concorreu para a redução das actividades turísticas e, consequentemente, o encerramento de alguns estabelecimentos que empregavam muitos jovens.
Operadores turísticos locais também são de opinião que a Ilha devia ter um mecanismo mais eficiente de colecta de receitas fiscais, porquanto, tal exercício é feito graças à vontade ou honestidade dos agentes económicos que honram com os seus compromissos.
Neste contexto, defendem que o Estado deve estimular o desenvolvimento da economia local, o que vai estimular a arrecadação de receitas fiscais.















