Destaque Polícia deteve 26 pessoas por tráfico de seres humanos na Venezuela

Polícia deteve 26 pessoas por tráfico de seres humanos na Venezuela

As autoridades venezuelanas desmantelaram dois grupos que se dedicavam ao tráfico de seres humanos para fins de exploração sexual, numa operação que levou ainda à detenção de 26 pessoas, anunciou o Procurador-geral da Venezuela.

O anúncio foi feito por Tarek William Saab numa conferência de imprensa em Caracas, em que o procurador definiu o tráfico de seres humanos como “uma forma de escravidão moderna, em que as vítimas são privadas de direitos e de dignidade por criminosos que as raptam para lucrar com a sua exploração”.

As investigações sobre estes dois grupos começaram em janeiro, “quando três adolescentes foram captadas em La Guaira (norte de Caracas) para trabalhar em Trindade & Tobago, como empregadas de mesa num estabelecimento noturno”, indicou.

O procurador disse que as raparigas foram levadas para um hotel em Caracas e depois para Barquisimeto, a 365 quilómetros a sudoeste da capital, onde se encontraram com um outro grupo de mulheres que as levariam a Tucupita (720 quilómetros a oeste da capital), onde, após a denúncia da mãe de uma das jovens, foi localizado o telemóvel de uma das vítimas.

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Durante a operação policial foram resgatadas dez mulheres e adolescentes em várias zonas da Venezuela, que iam ser enviadas para Trindade e Tobago para prestar serviços sexuais, com um salário mensal de 500 dólares na moeda local (cerca de 50 euros).

Tarek William Saab indicou que, em abril último, em Puerto La Cruz (325 quilómetros a leste de Caracas), desapareceu uma adolescente que “foi enganada” para trabalhar “como promotora no Peru, quando na realidade seria explorada sexualmente”.

Neste caso, os traficantes emitiram documentação falsa, levaram as pessoas até à fronteira com a vizinha Colômbia e de aí até ao Peru, por via terrestre.

Os detidos vão ser acusados dos crimes de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e associação para cometer delitos.

Entretanto, a Interpol emitiu três alertas vermelhos contra duas mulheres, que se encontram em Trindade e Tobago, e uma terceira no Peru, para que sejam detidas e extraditadas para a Venezuela.

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