Jovens da província do Niassa são instados a priorizar a formação profissional e abraçar o empreendedorismo nas diversas áreas económicas visando ultrapassar as dificuldades que enfrentam para ingressar nas instituições públicas devido à escassez de oportunidade de acesso que actualmente se verifica.
Benvindo Vicente, secretário provincial da Organização da Juventude Moçambicana (OJM) no Niassa, fez este apelo recentemente em Lichinga, salientando a importância de os jovens priorizarem a formação profissional nos centros criados pelo Governo para o efeito.
Segundo o dirigente do braço juvenil da Frelimo, a formação profissional permite os jovens adquirirem conhecimentos sobre os mecanismos de planificação e orçamentação das suas actividades.
Disse que ingressando num dos centros de formação profissional criados pelo Governo os jovens podem beneficiar de financiamento para desenvolver pequenos projectos de geração de rendimento com forte possibilidade de lograr sucessos que vão ajudar a minimizar as dificuldades das suas famílias.
O país, em geral, e a província do Niassa, de um modo particular, têm vindo nos últimos tempos a receber diversos projectos e o engajamento dos jovens para a sua formação profissional nas instituições de ensino vocacionadas pode contribuir para a sua empregabilidade nas diferentes áreas de actividade.
Anualmente, acrescentou o político, o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFP)promove acções de formação de curta duração nas áreas de serralharia, mecânica, canalização, carpintaria, electricidade, culinária, corte e costura, entre outras, que registam demanda significativa, constituindo, desse modo, oportunidade para os jovens abraçarem e arrecadar receitas para garantir a sua sobrevivência, no lugar de reclamar a escassez de oportunidades de acesso ao emprego formal.
“É importante saber ser, estar e fundamentalmente saber fazer, pois só assim podemos estar capacitados para dar resposta às novas exigências do mercado de trabalho.
Benvindo Vicente disse estar na posse de informações segundo as quais uma parte dos jovens que se inscreveu para beneficiar de formação profissional conseguiu abrir os seus próprios negócios em barracas, além de unidades de serralharia e alfaiatarias, onde já empregam outros co-etanos.
“Desenvolver actividades de geração de renda para o auto-sustento constitui uma forte aposta para os jovens não estarem vulneráveis ao recrutamento que os terroristas empreendem para reforçar as suas fileiras visando perpetuar o sofrimento da população”, destacou Benvindo Vicente.














