O reordenamento do espaço físico recentemente lançado pelas autoridades do município da cidade da Beira, no âmbito da mitigação do impacto das mudanças climáticas, está a provocar algum desconforto entre os afectados.
A situação é mais preocupante na área de expansão dos bairros periféricos da Chôta e Macurungo, onde as famílias que ergueram as suas casas ao longo do traçado de uma vala de drenagem estão a receber avisos para num prazo de 30 dias, abandonarem o local, sob risco de verem as suas residências a serem demolidas pelo Município.
Trata-se de aproximadamente 100 casas que supostamente estariam a impedir os movimentos da escavadora mobilizada para a reabertura das valas de drenagem naquelas zonas residenciais.
A liderança comunitária local avançou, entretanto, que o processo poderá abranger cerca de 300 habitações, construídas “ilegalmente” na faixa das valas de drenagem na Chôta e Macurungo.














