O laboratório de química da Universidade Católica de Moçambique (UCM), na cidade da Beira, está a produzir xaropes à base de plantas medicinais utilizadas no combate a diversas doenças devido às suas propriedades expectorantes.
O facto foi dado a conhecer pelo técnico responsável dos laboratórios de Química, Física e Biologia daquela instituição de ensino superior, Munhale Pompílio, que deu a conhecer ainda que a produção serve, numa primeira fase, para ajudar às comunidades locais.
Pompílio acrescentou que, além de combater várias doenças, os xaropes contribuem para regular o sistema nervoso e o metabolismo do indivíduo desde o controlo da instabilidade interna do organismo humano.
A iniciativa da instituição faz parte de um projecto denominado “Medicina Verde” que teve o seu inicio em 2004 e começou a ser implementado para ajudar a comunidade sem acesso a estes serviços quando a UCM promovia festivais de saúde e/ou palestras explicando-as acerca do desenvolvimento de algumas doenças que podem ser tratadas nos seus próprios domicílios.
De acordo com Munhale Pompilio, para a preparação do medicamento dissolve-se o comprimido de acordo com cada tipo de doença e após a secagem trituram-se folhas de Eucalipto, Aloe vera, Favos de mel entre outras substâncias que se adicionam a uma quantidade pequena de açúcar e “whisky” para facilitar a composição galénica.
Depois deste processo, o nosso entrevistado apontou que o passo a seguir é a rotulação dos medicamentos momento em que são colocados a data e o local do fabrico, prazo de validade e a sua autoria.
Sobre a validade elucidou que de toda a preparação galénica ou farmacêutica depende muito do princípio de primeiro produto a entrar para a composição do xarope que, nesse caso, é o primeiro a expirar.
Revelou, igualmente, que a UCM tem um projecto para a produção de álcool e gel, pomadas para o tratamento de filárias, pigmentação da pele entre outros cujo inicio está previsto para final do corrente ano.














