OS Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia (SPFFB) de Cabo Delgado dizem não terem sido envolvidos na exportação ilegal de 83 contentores de madeira não processada de várias espécies que foram carregados num navio que zarpou do Porto de Pemba em circunstâncias ainda por desvendar.
Segundo fonte daquela instituição, a referida madeira estava sob alçada do Tribunal Judicial Provincial de Cabo Delgado, depois de este ter proibido a sua exportação em finais de Agosto por alegada ilegalidade do processo, o que culminou com a detenção de nove funcionários públicos, entre fiscais da AQUA e agentes das Forças de Defesa e Segurança.
Segundo a mesma fonte, sabe-se que desta vez a madeira foi exportada ilegalmente através do certificado de exportação da empresa Zambeze Agro-Florestal, que actua nas províncias da Zambézia, Sofala e Manica. “O estranho é que esta empresa não pediu autorização de exportação aos SPFFB e mesmo assim a madeira saiu para a China”, refere.
Em Janeiro, um navio transportando pouco mais de 80 contentores de madeira não processada, de várias espécies, zarpou em circunstâncias estranhas do Porto de Pemba com destino à China. Em ligação com o caso, um cidadão de nacionalidade chinesa encontra-se detido por ordens da Procuradoria da República de Cabo Delgado.
Na altura, o procurador-chefe provincial, Octávio Zilo, confirmou-nos o facto, avançando a possibilidade de estarem envolvidos na fraude outros indivíduos ligados às Alfândegas, fiscais florestais e despachantes aduaneiros, a julgar pela forma como o processo de exportação da madeira foi orquestrado.
















