Sociedade Não há clareza na orientação dos exames presenciais pelas Universidades

Não há clareza na orientação dos exames presenciais pelas Universidades

Prevalecem dúvidas na interpretação do Decreto do Governo no que diz respeito à realização de exames presenciais nas instituições de ensino superior. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior emitiu uma directiva para as universidades mas não aborda sobre o assunto.

“O Presidente disse que os exames podiam continuar mas não disse que os exames podiam começar, porque era para continuar os exames que já vinham decorrendo”. Esta é a reflexão de fundo num assunto que ainda gera muitas dúvidas. “Nós estamos em exames desde segunda-feira”, disse uma estudante.

Esta e outros colegas falam em anonimato porque temem represálias, daí que partilham outros medos que têm: “eles não sabem onde nós vivemos, nem mesmo o que nós passamos até chegar à instituição. É certo que nós desinfectamos as mãos e medimos a temperatura, mas isso apenas não é suficiente”, declara outra estudante, que exige “direito de serem esclarecidas”. Palavras de estudantes do Instituto Superior de Gestão, Comércio e Finanças (ISGECOF).

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No dia 05 de Fevereiro, data da entrada em vigor das novas medidas restritivas, a instituição teve o entendimento de que as faculdades não deveriam parar exames presenciais, à luz do decreto 2/2021, pelo que emitiu a seguinte circular com efeitos internos: “Todos os exames normais e de recorrência do II semestre do ano lectivo 2020 serão realizados via on-line, através das diferentes plataformas, obedecendo o calendário previamente publicado”, lia-se no documento.

Entretanto, dias depois, mudou de posição e determinou-se através de outra circular: “Todos os exames normais do II semestre do ano lectivo 2020 serão realizados presencialmente, obedecendo o calendário previamente publicado”.

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