O Município da Matola completa no próximo ano meio século da sua elevação à categoria de cidade, idade suficiente para se esperarem soluções mais arrojadas e definitivas para determinados e velhos problemas.
Quis a mãe natureza que celebrasse o seu 49.º aniversário, na sexta-feira (05), depois de intensas chuvas que reavivaram as feridas e trouxeram de volta as antigas inquietações que precisam de uma cirurgia corajosa e bem incisiva para desenterrar o cancro que teima em corroer a jovem urbe.
Apesar de algumas intervenções, estão clarosos graves problemas na gestão do lixo, drenagem das águas pluviais e a fragilidade das vias de acesso, um sinal de que é preciso repensar na forma como são construídas as estradas, tendo em conta o escoamento das águas.
As imagens captadas em diferentes bairros do município da Matola dão uma clara evidência de que os 122 milímetros de chuva que caíram, de segunda a sexta-feira, foram suficientes para mostrar que chegou o momento de as autoridades municipais começarem a dar conta do quanto é preciso agir séria e rapidamente para tornar as estradas robustas e transitáveis em todos os 42 bairros. Hoje, só quem conduz por aquelas vias tem ideia da gravidade do problema, responsável por irritantes congestionamentos e toda a bagunça que virou a condução automóvel…
Com mais de um milhão e meio de habitantes, a capital da província alberga mais de 50 por cento da população de Maputo, o que representa um desafio que requer maior responsabilidade das autoridades para prover serviços à altura, sobretudo nos bairros de expansão, onde faltam energia, água e outras necessidades primárias.
As evidências podem ser testemunhadas em bairros como Fomento, Liberdade, Nkobe, Bunhiça, Machava-Socimol, Machava 15, Tsalala, T3, Mahlampsene, Muhalaze, e até na chamada zona de cimento, como são os vários bairros da Matola.














