A circulação rodoviária para o distrito de Massangena, no extremo norte da província de Gaza, está interrompida desde a semana passada devido às chuvas que caem na região, provocando alagamento e degradação acentuada da via de acesso.
Com a via intransitável para Massagena, três camiões de abastecimento de alimentos do Instituto de Gestão do Risco de Desastres (INGD) e do Programa Mundial para a Alimentação (PMA) estão há dias parados ao longo do percurso, sem possibilidade de chegar ao distrito. Para a população local, a situação começa a ganhar contornos alarmantes, já que as chuvas nos países vizinhos não param. Para o abastecimento de produtos da primeira necessidade, a região depende dos mercados dos distritos do sul da província.
A informação foi avançada pelo delegado do INGD em Gaza, Manuel Maxhlaieie, no fim da reunião do Comité Operativo de Emergência provincial, tendo tranquilizado que as autoridades estão atentas à situação humanitária no norte da província e, como corolário disso, referiu-se à assistência nos meses de Dezembro e Janeiro de cerca de 1200 famílias, no âmbito do alívio do impacto da seca, em coordenação com o PMA.
Reforçou que os comités de gestão de calamidades nos distritos e a população local ainda sitiada estão a realizar trabalhos paliativos com recursos a sacos de areia para o tapamento das ravinas para garantir a transitabilidade, enquanto esperam por intervenção de vulto.
Já na zona de Pafúri, distrito Chicualacuala, a situação é descrita como “mais complexa”. Perante as dificuldades que as populações enfrentam de se deslocar para outros pontos do distrito, já que as vias estão inacessíveis, o delegado do INGD em Gaza disse, sem mencionar quais, que já se accionaram meios alternativos para o provimento de bens alimentares de primeira necessidade para minimizar o impacto do isolamento.














