A Comissão de investigação à grande corrupção na África do Sul durante o mandato de Jacob Zuma vai instituir procedimentos judiciais, incluindo um pedido de prisão, contra o antigo Chefe de Estado por desrespeitar a Justiça, anunciou ontem o responsável.
“A lei é clara e a comissão considera a conduta do senhor Zuma como sendo muito grave. Nesta situação a comissão vai pedir ao Tribunal Constitucional, que decidiu que ele deveria comparecer, a ordenar a prisão do Senhor Zuma ou que imponha uma multa”, afirmou Raymond Zondo, numa comunicação ao país de cerca de 30 minutos.
O juiz e actual vice-presidente da Justiça da África do Sul, que lidera a comissão de inquérito que investiga a grande corrupção no mandato do ex-Presidente Zuma, disse que “todos os sul-africanos são iguais perante a Lei”, salientando que “não há regras para uns e regras para outros”.
Na sua comunicação ao país, Raymond Zondo considerou que se o ex-Chefe de Estado (2009-2018) for autorizado a “desrespeitar” a intimação da comissão de inquérito e a decisão do Tribunal Constitucional para depor perante a comissão sobre a corrupção no seu mandato, Zuma criará um “precedente perigoso” para o país.
“Isto é muito grave, porque se for permitido que aconteça haverá caos nos tribunais (…) e muito pouco restará da nossa democracia”, salientou o juiz Raymond Zondo.

















