Sociedade Tranquilidade regressa a Mabote com desativação da base da Renamo

Tranquilidade regressa a Mabote com desativação da base da Renamo

A tranquilidade volta a reinar nos distritos de Mabote e Funhalouro, com a recente desativação das bases da Renamo que estavam instaladas nas localidades de Mbenzane e Tsenani, respectivamente.

A circulação de pessoas e bens é feita livremente e as comunidades retomaram as suas actividades em prol da melhoria da qualidade das suas vidas.

De acordo com o primeirosecretário da Frelimo, João Muchine, o encerramento destes acampamentos, no quadro do desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR), à luz do Acordo da Paz Definitiva assinado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, no ano passado, abre mais perspectivas para aquelas regiões.

Muchine fez este comentário na audiência que concedeu ao presidente do Conselho de Administração da Sociedade do Notícias, S.A, Júlio Manjate, durante a visita de trabalho que este realizou recentemente à província de Inhambane.

João Muchine garantiu que todos os antigos militares da Renamo abrangidos pelo DDR e que pretendem ou que já se fixaram na província de Inhambane serão bem recebidos pelas comunidades locais e terão apoio necessário para a sua reinserção social como civis.

O dirigente garantiu que, apesar das marcas deixadas pelo prolongado conflito armado, a população da província de Inhambane está suficientemente preparada para perdoar os promotores da guerra.

Afirmou que a adesão ao DDR pelos homens residuais da Renamo demonstra o comprometimento destes para com a paz definitiva, condição “sine quanon” para o desenvolvimento.

Na audiência, o dirigente político congratulou a direcção desta empresa jornalística pelas reformas em curso, nomeadamente a aposta nos jornais on-line  e digitais, para além do projecto “Uma escola, um jornal”, que visa incutir o gosto pela leitura aos alunos dos estabelecimentos de ensino nacionais.

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“Encorajamos o ‘Notícias’ a continuar um jornal de referência nacional, não só pela sua abrangência, como também pela sua seriedade, responsabilidade e imparcialidade. Não temos dúvidas de tudo quanto é publicado nos jornais da Sociedade do Notícias, daí que o nosso desejo é ver continuada esta verticalidade. Que não haja ruptura na vossa linha editorial”, desejou Muchine.

Em resposta a estas referências, Júlio Manjate prometeu que a sua empresa vai continuar a fazer de tudo para manter os jornais como líderes da imprensa escrita no país, informando e sempre inovando.

Afirmou que os jornais desta empresa vão continuar a cobrir com isenção e responsabilidade todas as etapas da pacificação do país, disponibilizando informação útil à população e, no caso particular, sobre o acompanhamento da reintegração dos ex-guerrilheiros da Renamo, actos que visam consolidar a democracia.

Disse que os projectos em curso na empresa visam manter a tradição secular da empresa sem, no entanto, passar ao lado da modernidade.

“Além dos produtos on-line e digitais que introduzimos, jornais fáceis de manusear, mantemos o jornal impresso, que é mais especial e verdadeiro instrumento de consulta. Os nossos jornalistas são profissionais comprometidos com seriedade ética e deontologia profissional e, acima de tudo, responsabilidade no que fazem”, disse Júlio Manjate.

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