Uma criança morreu e vinte adultos ficaram com alteração comportamental, por intoxicação alimentar, no distrito costeiro de Memba, na província de Nampula, devido ao consumo de farinha de mandioca amarga, supostamente, mal processada.
A intoxicação ocorreu recentemente na localidade de Simuco, no posto administrativo de Mazua, zona onde registou-se uma outra intoxicação alimentar em Junho deste ano, em que teriam morrido doze pessoas da mesma família, por consumirem carne de tartaruga contaminada.
O director distrital da saúde em Memba, Agostinho Maguenta, disse que a morte da criança deveu-se ao atraso da evacuação para a unidade sanitária local, com vista a sua desintoxicação e as vinte pessoas receberam tratamento médico e encontram-se fora de perigo.
Segundo explicou, primeiro suspeitava-se que a origem da intoxicação fosse carne da galinha, mas depois de se decidir confeccionar o alimento com outro caril, viu-se que o problema continuava, aliás, algumas galinhas e pintos que consumiram os restos da chima de caracata, também morreram.
“Portanto, para nós tratou-se de uma intoxicação alimentar por consumo da farinha de mandioca amarga e que pode estar relacionada com o seu mau processamento antes de ser confeccionada”, disse.
Contudo, o responsável afirmou que já foram colhidas amostras do produto consumido para efeitos de exames laboratoriais, na cidade de Nampula, cujos resultados poderão ser conhecidos nos próximos dias.
Em tempos idos o distrito de Memba foi assolado por uma vaga de fome que levou ao consumo massivo da mandioca amarga resultando na morte de muitas pessoas.
Agostinho Maguenta referiu que a mandioca amarga está associada a uma patologia denominada “Konzo”, cujas consequências podem culminar com a paralisia além de alteração do comportamento dos infectados.













