O julgamento do Aurora Dourada é considerado um dos mais importantes da história política da Grécia. O tribunal penal de Atenas condenou na quarta-feira (14) a 13 anos de prisão o líder do partido neonazi grego Aurora Dourada, Nikolaos Mijaloliajos, e os restantes seis dirigentes, uma semana depois de terem sido declarados culpados por formação de organização criminosa.

O tribunal condenou também a prisão perpétua Yorgos Rupakiás, o assassino do músico de rap antifascista Pavlos Fyssas, julgado no mesmo processo por pertencer ao partido neonazi.

A sentença decretada à direção do partido coincide com o pedido da Procuradoria grega e fica dois anos abaixo da pena máxima para este tipo de delitos: organização criminosa.

Desconhece-se ainda se os condenados vão ser presos de imediato ou se vão aguardar a execução das penas enquanto durar o processo de recurso que os advogados tencionam apresentar ainda hoje.

O julgamento do Aurora Dourada é considerado um dos mais importantes da história política da Grécia.

Após cinco anos e meio de audiências, o tribunal qualificou na semana passada, por unanimidade, o partido como uma “organização criminosa”, um veredicto descrito como “histórico” pelo Presidente da República e por parte da classe política grega.

O tribunal estabeleceu a culpa do Aurora Dourada em vários crimes, nomeadamente o assassínio em 2013 de Pavlos Fyssas, bem como as agressões a pescadores egípcios em 2012 e a sindicalistas comunistas em 2013.

O líder e fundador do partido paramilitar Nikos Michaloliakos rejeitou a sua condenação na semana passada na rede social Twitter.

“Fomos condenados pelas nossas ideias”, disse numa mensagem naquela rede social. A sua conta no Twitter foi posteriormente suspensa.

O julgamento levou gradualmente ao declínio do Aurora Dourada, a terceira força política em 2015, que não conquistou uma cadeira no Parlamento nas últimas eleições legislativas em julho de 2019.