Sociedade Terroristas e Junta Militar da Renamo causam 368 mil deslocados

Terroristas e Junta Militar da Renamo causam 368 mil deslocados

Os ataques terroristas na província nortenha de Cabo Delgado e os da autoproclamada Junta Militar da Renamo na zona centro, já causaram mais de 368 mil deslocados, o equivalente a 73 mil famílias.

As províncias de Niassa, Cabo-Delgado e Nampula são as que detêm maior número de deslocados, sendo que só Nampula tem mais de 15 mil.

Segundo a directora do Centro Operativo de Emergência (CENOE), Ana Cristina, deste número encontram-se nos 13 centros distribuídos pelas zonas centro e norte, mais de 19.247 pessoas, ou seja, 3.913 famílias, que necessitam de um pouco de tudo: água, comida, abrigos condignos, dentre outras, uma situação que piora com a eclosão da pandemia da COVID-19.

“Tendo em conta a COVID-19 precisamos seguir todas instruções para que os nossos centros de acomodação possam ter maior atenção a prevenção da COVID-19, assim temos que prestar atenção ao saneamento e abastecimento de água”, disse Ana Cristina, para depois explicar que, o abastecimento de água é urgente, para que, sejam acauteladas as questões de higiene e outras actividades.

As enchentes nesses centros de acomodação constitui “Calcanhar de Aquiles” visto que o número de deslocados tende aumentar, o que dificulta o distanciamento social, por isso, a directora do CENOE avançou que “estamos a desenhar planos de assistência, para não sobrepor o número de deslocados nesses centros ou para fazer ajustes nos números já existentes para evitar maior contaminação de pessoas”.

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Segundo Sérgio Dinoi, Representante dos parceiros de cooperação para assistência aos deslocados, só para norte do país são necessários cerca de 35 milhões de dólares, para o período entre maio e dezembro deste ano.

Do valor já foram conseguidos, de parceiros internacionais 58 por cento, ou seja, 20 milhões que já foram usados em diversas áreas para assistência humanitária.

“Estamos a trabalhar com os deslocados de Cabo Delgado, mas para além de trabalharmos com deslocados que é a população alvo, trabalhamos também com as comunidades acolhedores que precisam de apoio”, disse.

A resposta aos deslocados incluí o abastecimento de água, saneamento, higiene, nutrição, educação, segurança alimentar e logística. E para todos esses sectores, Dinoi, avança que continua a busca de mias acções para responder as necessidades.

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