Sociedade Escassez de transporte “mata” distanciamento físico nas paragens

Escassez de transporte “mata” distanciamento físico nas paragens

A ESCASSEZ de transporte público nas cidades de Maputo e Matola está a contribuir para o incumprimento das medidas de combate ao novo coronavírus nos terminais e paragens de passageiros.

Uma das regras mais difíceis de se cumprir é o distanciamento físico, uma vez que os utentes dos “chapas” chegam a ficar, segundo apurámos, cerca de quatro horas à espera de autocarros.

Com a eclosão da pandemia, os operadores tiveram a orientação de que deviam observar várias medidas, com enfoque para a redução,até metade,do número de autocarros a operar por dia, decisão que visava forçar as pessoas a ficarem em casa e só saíremem caso de extrema necessidade. A orientação foi-se mostrando inadequada porque, antes da eclosão da doença,já era difícil em alguns destinos ter acesso a um meio de transporte e,com a nova medida, o cenário ficou mais complicado ainda.

Face à situação, as autoridades tiveram de recuar na decisão, permitindo que os transportadores operassem com a máxima capacidade, isto é, com cerca de 380 autocarros que compõem a frota dos operadores privados.

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No entanto, segundo as autoridades de Saúde, combater a Covid-19 passa, necessariamente, pela observância das medidas de prevenção e contenção, numa altura em que o número de infectados no país tende a aumentar.

O cumprimento das referidas medidas por parte dos cidadãos, com destaque para o distanciamento físico, tem sido “um bicho de sete cabeças” nos terminais e paragens intermédias.

Enquanto não chega qualquer autocarro os utentes ficam nas filas, algumas comcerca de um quilómetro, e o distanciamento não é observado, o que tem propiciado ocontacto físico. Actualmente, ter acesso a um autocarro é um exercício penoso, sobretudo nas horas de ponta. Aliás, as pessoas aguardam pelo transporte por várias horas e acabam sentando, apertadas, nos bancos montados em algunsterminais.

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