A Renamo acusa a Polícia da República de Moçambique (PRM) de estar a tentar “empurrar” o partido para uma nova guerra e reitera não ter qualquer responsabilidade pela violência armada no centro do país.

“É uma vã e inglória tentativa da polícia de pretender empurrar a Renamo para uma guerra porque não vai conseguir”, afirmou o porta-voz do principal partido da oposição, José Manteigas, em conferência de imprensa em Maputo, na sexta-feira (10).

Manteigas reagia assim à prisão de seis indivíduos, suspeitos de envolvimento em ataques no centro do país, que, segundo a polícia moçambicana, pertencem à Renamo.

Para o porta-voz doa Renamo, as acusações da polícia são infundadas e revelam a incapacidade das autoridades em apresentar respostas aos ataques, tendo citado o caso do assassinato do observador eleitoral Anastácio Matável em Gaza dias antes das eleições de Outubro.

Manteigas recomendou que “caso a polícia não seja capaz de travar os ataques, deve pedir socorro a quem é capaz e não pôr em causa o bom nome do partido”.

A Renamo, segundo o seu porta-voz, reiterou que as autoridades devem criar uma comissão de inquérito para investigar a autoria dos ataques no centro do país, que desde Agosto do ano passado provocaram pelo menos 21 mortos.

VOA