Pelo menos dez pessoas, incluindo “crianças”, foram mortas durante um culto religioso, na sequência de um ataque a uma igreja protestante em Hantoukoura, no leste do Burkina Faso, informou a agência francesa AFP, citando fontes da segurança.

Este não é o primeiro ataque a locais de culto no Burkina Faso, país que tem registado vários atentados jihadistas a igrejas nos últimos tempos.

“Mais de uma dúzia de pessoas que participavam na missa de domingo foram mortas durante um ataque à igreja protestante em Hantoukoura”, disse uma fonte da segurança na localidade, que fica na comuna de Foutouri, na fronteira com o Níger.

Este ataque, “relatado por volta das 12:00 horas”, foi perpetrado por “cerca de dez indivíduos fortemente armados”, que “executaram friamente os fiéis, incluindo o pastor da igreja e as crianças”, descreveu a mesma fonte.

De acordo com outra fonte, o número total de mortos ascende a “14 pessoas, todas do sexo masculino”.

O agrupamento militar de Foutouri já avançou com uma “operação de busca” para encontrar “vestígios dos assaltantes”, que “fugiram de motocicletas”, referiu.

Os ataques, atribuídos a grupos jihadistas, contra igrejas cristãs ou outras aumentaram recentemente no Burkina Faso, um país pobre do Sahel, na África Ocidental.

A 26 de maio, quatro fiéis foram mortos num ataque a uma igreja católica em Toulfé, uma cidade do norte do país.

No dia 13 de maio, quatro católicos foram mortos numa procissão em honra à Virgem Maria, em Zimtenga, também no norte.

No dia anterior, seis pessoas, incluindo um sacerdote, foram mortas num ataque durante a missa numa igreja católica em Dablo, um município da província de Sanmatenga, ainda no norte do país.

A 29 de Abril, seis pessoas foram mortas num ataque à igreja protestante de Silgadji, também a norte.

Em meados de Março, o padre Joël Yougbaré, sacerdote de Djibo (norte), foi sequestrado por homens armados.

No dia 15 de Fevereiro, o padre César Fernández, missionário salesiano de origem espanhola, foi assassinado no centro do Burkina Faso.

Vários imãs também foram assassinados por jihadistas no norte do Burkina Faso desde que os ataques começaram, há quatro anos.

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