Um cidadão costa-marfinense, de 31 anos de idade, está a contas com a Migração da Cidade de Maputo, acusado de tentar obter um passaporte moçambicano, apresentando um bilhete de identidade com dados falsos.

O homem em causa, exibiu um B.I com número 0600708867376J dos mais actualizados que contém ship de segurança. O documento ostenta o nome de Pascoal Francisco João, identidade falsa, pois, seu nome verdadeiro é Adama Diarrassouba, da Costa de Marfim e não do distrito de Vanduzi, província de Manica, como se tenta fazer acreditar no documento oficial.

Adama ou seja Pascoal, diz que está em Moçambique há três anos, para ensinar o islão nas Mesquitas. Para obter o Bilhete de Identidade moçambicano, diz ter pago duzentos dólares à um amigo, que fez chegar a um funcionário responsável pela emissão de BI’s na província de Manica.

“Tratamos o Bilhete de Identidade em Vanduzi, eu estava com um amigo dele, me ligou e fomos ter com o amigo, levou-me e fomos lá, tratamos o documento e eu voltei. Os nomes que estão no BI não são meus. Eu vim cá para tratar passaporte para me facilitar circular no país”, explicou Adama.

Felizardo Jamaca, Porta-voz dos Serviços de Migração na Cidade de Maputo, conta que o jovem de 31 anos de idade, apresentou-se àquela instituição com o intuito de obter passaporte, só que no acto de captação de dados foi interrogado pelos agentes de migração em serviço e vendo-se em apuros por não saber responder algumas perguntas tentou fugir, e foi imediatamente neutralizado.

“Foi neutralizado pela nossa força que esteve prontamente no local e feitas averiguações ele constatou-se que é cidadão costa-marfinense e ele diz que está envolvido em actividades religiosas, ensina islão nas mesquitas. Vamos entrar em contacto com a Direcção Nacional de Identificação Civil para sabermos como foi possível a emissão do Bilhete de Identidade, depois vamos remeter o caso ao serviço Nacional de Investigação Criminal para a responsabilização deste cidadão”, disse Felizardo Jamaca.

Na sua posse foram igualmente encontrados cartões bancários com o nome verdadeiro estampado. Adama Diarrassouba cujo bilhete de identidade tem como nome Pascoal Francisco João, duas identidades para a mesma pessoa, viveu em Nampula, depois esteve a residir em Manica.

O País