O Presidente da República, Filipe Nyusi, garantiu na cidade da Beira, província de Sofala, que todas as bases da Renamo serão desactivadas até finais de Agosto em curso, no âmbito do processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração (DDR).

“Está acordado que todas as bases da Renamo, localizadas em diversas regiões de Moçambique, devem ser desactivadas até o dia 21 deste mês”, anunciou Filipe Nyusi, num comício popular na cidade da Beira, depois de assinar o acordo de cessação das hostilidades militares, na região de Chitengo no Parque Nacional da Gorongosa, na última quinta-feira.

“O acordo que assinamos em Chitengo está claro: as partes têm a responsabilidade de se abster da guerra. O Governo tem a responsabilidade de garantir o retorno (às comunidades) das pessoas deslocadas por causa da guerra, enquanto a Renamo deve assegurar a entrega de todas as armas e não recrutar novos jovens para as suas fileiras militares”, explicou o Chefe do Estado.

Refira-se que a 29 de Julho passado o DDR. Nyusi indicou que os guerrilheiros da Renamo que estão na lista entregue por este partido já se encontravam em Maputo para efeitos de inclusão nas Forças de Defesa e Segurança (FDS).

“O Governo não desconfia dos elementos das Forcas de Defesa e Segurança. Eles são apenas profissionais. Aliás, não sabemos a que partido pertencem, e onde vão depositar os seus votos em momentos eleitorais. Mesmo aqueles militares que vêm do lado da Renamo ninguém sabe a quem eles votam. O importante é que temos que estar unidos como Nação para garantir o nosso desenvolvimento e bem-estar”, afirmou o Chefe do Estado.

E no final do encontro com a população, o Presidente da República garantiu que o Executivo e o maior partido da oposição vão unir esforços para neutralizar os indivíduos que atacaram viaturas em Nhamapadza, distrito de Maríngue, em Sofala. O ataque resultou na morte de uma pessoa, duas pessoas feridas e danos materiais.

“São inimigos da paz. Não são necessariamente pessoas ligadas à Renamo. Aquele que continuar com uma arma, o Governo e a Renamo vão unir esforços com vista a neutraliza-los”.

Folha de Maputo