O histórico bairro da Mafalala, na capital do país recebe o Festival Poetas d’Alma, com uma série de momentos dedicados a poesia, teatro e passeio turístico de intercâmbio cultural.

Com duração de 4 dias, o festival começa às 17h00, com a inauguração da exposição “Mafalala Poética, Nossa história”, onde estarão patentes obras de José Craveirinha, Noémia de Sousa, Rui Nogar – consideradas grandes figuras da literatura nacional.

Às 18h30, o colectivo Poetas d´Alma socorre-se de artistas nacionais e internacionais para homenagear Nelson Mandela, a propósito da celebração do seu nascimento num recital poético designado “Ubuntu, num só”, por vozes de Moçambique (Entrecho), do Brasil (Melvin Santhana, Yayungai), da Alemanha (Theresa Hahl), da Suiça (Valério Moser), entre outros.

Segundo Féling Capela, curador do Festival, Mafalala está no roteiro do evento pelo histórico dos poetas que nasceram ou parte da sua vida cruzou com aquele bairro e, porque não, a revolução literária e política começou lá.

Capela não tem dúvida que se não fossem os poetas, escritores e líderes da Mafalala “nós não seríamos nada, por isso temos de fazer um tributo lá, sendo este espaço um satélite para o país e para o continente”. E sobre a homenagem ao líder africano o curador esclarece: “queremos reconhecer Mandela que nos deu a luz e provou que o mosaico de nacionalidades não pode colocar fronteiras”, frisou.

No dia 21, Mafalala volta a ser palco de um momento cultural. Desta vez será a apresentação da peça teatral “Esperando Zumbi”, com a direcção da Cristiane Sobral – uma das mais influentes actrizes brasileiras. No dia seguinte, à partir das 14h00, porque é sempre melhor conhecer profundamente o bairro que durante quatro dias se abre aos poetas e “performers” do país e do mundo, a Associação IVERCA irá coordenar um passeio turístico em locais emblemáticos e desvendar as suas estórias.

O País