A Renamo acusa o STAE de desenhar estratégias para favorecer o partido no poder e não permitir que eleitores nas suas zonas de influências se recenseiem.

A perdiz apela intervenção da Procuradoria-Geral da República. A denúncia foi feita pelo presidente da Renamo Ossufo Momade quando faltam 24 horas para o fim do recenseamento eleitoral.

Momade diz que as irregularidades que caracterizam o processo eleitoral desde o início colocam em causa o direito dos cidadãos, de elegerem e serem eleitos.

“O Governo usou o erário público para comprar equipamentos obsoletos, razão pela qual registam-se constantes avarias. A Renamo insta a PGR para accionar os mecanismos necessários para responsabilizar a Frelimo, CNE e STAE”, disse Momade.

As denúncias da Renamo não param por aí. “Perante a um recenseamento eleitoral que põem em causa eleições justas, livres e transparentes a Renamo exige a prorrogação do recenseamento eleitoral, sem no entanto pôr em causa o dia da votação para ser mais abrangentes e inclusivas”, acrescentou o presidente da Renamo.

Dados mais actualizados do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral indicam que até o passado dia 26 de Maio, às autoridades tinham inscrito cerca de 73 por cento dos sete milhões de eleitores previstos para este ano.

Folha de Maputo