O Primeiro-Ministro Carlos Agostinho do Rosário, anunciou ontem que o governo vai mesmo avançar com incentivos para apoiar as empresas afectadas pelo ciclone IDAI, em parte, para salvaguardar a manutenção da mão-de-obra.

Falando esta quarta-feira em Quelimane, onde esteve a orientar a reunião com o Comité Operativo de Emergência (COE), Agostinho do Rosário disse que dos pacotes de incentivos previstos, uma delas visa permitir que as empresas possam se reconstruir evitando assim despedimentos em massa dos trabalhadores nos próximos meses.

Segundo o Primeiro-Ministro, as medidas previstas partem de um reconhecimento de que muitas empresas foram de tal forma afectadas que, se não for feita qualquer intervenção do governo central, nos próximos meses teria que gerir situação de muitos moçambicanos no desemprego, sobre tudo na cidade da Beira.

“O nosso governo ao mais alto-nível está preocupado com a situação e por isso destacamos três vertentes importantes no nosso programa de reconstrução pôs cheias e ciclone IDAI, nomeadamente, social, económica e empresarial” explicou Agostinho do Rosário.

O governante disse que dado o nível de impacto que as empresas, e a economia, no geral tiveram, o governo está ciente da necessidade de uma intervenção urgente, estando, precisamente, a encetar diligências para o efeito.

“Não há duvida nenhuma, o ciclone teve efeitos dolorosos, não só sobre as empresas, mas sobre a economia no geral e, por isso, precisamos minimizar rapidamente os impactos e estamos a fazer esforços urgentes neste sentido”, frisou.

Folha de Maputo