A Procuradoria-Geral da República ao nível de Cabo Delgado já deduziu a acusação contra os jornalistas Amade Abubacar e Germano Adriano, ambos detidos a reportar atrocidades naquela província.

Tal acusação foi submetida ao Tribunal de Macomia.

O Misa-Moçambique, instituto que monitora a imprensa, diz que ainda não teve acesso ao seu teor, mas o seu presidente, Fernando Gonçalves, diz que a sua instituição está preparada para continuar a defender o jornalista.

“Se o Ministério Público decidiu avançar com o processo entendendo que há elementos de prova que indiciaram Amade Abubacar no cometimento do crime de que é acusado, nós estamos preparados para providenciar a melhor defesa que nos será possível dar”, disse Gonçalves.

Gonçalves recordou que este processo está repleto de vários atropelos. “Amade Abubacar foi detido, no dia 5 de Janeiro e pela Lei Moçambicana 48 horas depois de já teria sido apresentado a um juiz de instrução o que então veio a acontecer”.

Por outro lado, Gonçalves repudia o facto de Abubacar ter sido “encaminhado para um quartel militar em Mueda”.

Várias organizações nacionais e estrangeiras têm solicitado a intervenção das autoridades para a libertação dos dos jornalistas.

Eduardo Constantino, Secretario Geral do Sindicato de Jornalistas reitera esse apelo. “Ele (Abubacar) foi detido em pleno exercício da sua actividade profissional e por isso nós pedimos que o ponham em liberdade.”.

Números oficiais dão conta que, pelo menos, 140 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança, morreram desde que a onda de violência começou, em Outubro de 2017, em Cabo Delgado.

VOA