O antigo vice-primeiro-ministro da Malásia, que dirige o principal partido da oposição, foi hoje acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e abuso de poder, num caso ligado à apropriação indevida de fundos na fundação gerida pela família.

Ahmad Zahid Hamidi foi detido na quinta-feira pela Comissão Anticorrupção da Malásia, que alega que mais de 167 mil euros da fundação Yayasan Akal Budi terão sido usados para pagar despesas feitas com cartões de crédito do político. Este nega qualquer caso de corrupção, admitindo que os pagamentos foram feitos mas por erro dos contabilistas.

De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), dezenas de partidários da Organização Nacional para a Unidade Malaia (UMNO), da oposição, reuniram-se em frente ao tribunal de Kuala Lumpur, criticando as acusações “por motivações política”.

A detenção do presidente da UMNO ocorre depois da de Najib Razak, do mesmo partido e ex-primeiro-ministro da Malásia (desde 2009 e até o passado mês de maio), também por corrupção, e da sua mulher, Rosmah Mansor, por alegada lavagem de dinheiro.

A coligação de partidos que governava a Malásia desde a independência, em 1957, sofreu a sua primeira derrota eleitoral nas legislativas de 9 de maio e o governo formado pela anterior oposição iniciou um combate à corrupção.

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