É uma trajectória que teve altas e baixas, mas em termos globais, a subida do preço daquele combustível líquido foi dominante. De Fevereiro a Março do ano passado, a gasolina subiu cerca de seis meticais para 56.06 meticais, tendo, em Maio, abrandado para 53.57 meticais. Em Junho, preço do litro de gasolina voltou a subir, à semelhança de Setembro, Outubro e Novembro, neste último mês, chegou a atingir 62.72 meticais.
A quando da subida do preço da gasolina registada em Março, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia explicou que o Governo estava a subsidiar o preço de combustível de forma generalizada, o que, não se ajustava à realidade que se vivia naquela altura pelos encargos que este subsídio representava para a estrutura de custos do Estado. Daí que o Governo começou a aplicar na íntegra a lei que estabelece a necessidade da revisão dos preços de venda ao público numa base mensal, sempre que se verifique uma variação do preço-base superior a três por cento, ou caso haja alteração dos impostos. Na altura, segundo o Governo, Moçambique, em comparação com os outros países da região, era o país com os preços mais baixos em função da intervenção do Estado por via dos subsídios.
“Ao praticar os preços mais baixos da Região, Moçambique acaba de, alguma forma, subsidiando as economias dos países vizinhos em detrimento dos moçambicanos”, justificou através de um comunicado o Ministério dos Recursos Minerais e Energia em Março de 2017.
Já em Dezembro, o preço da gasolina abrandou ligeiramente para 61.12 meticais, tendo subido para 62.06 meticais em Janeiro do presente ano (2018). E, no último comunicado, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia agravou o preço da gasolina em cerca de três meticais para os actuais 65.01 meticais. Outras variações no preço da gasolina poderão ser feitas a partir do próximo mês, segundo prevê a legislação.
O País
















