A Inspecção Nacional das Actividades Económicas realizou, na tarde de terça-feira, uma campanha de fiscalização numa cadeia de armazéns localizada na baixa da Cidade de Maputo.

A fiscalização resultou na apreensão de 300 caixas de toner falsificado e um número não especificado de diversos produtos contrafeitos. Entre o material pirata apreendido, há electrodomésticos, vestuário, detergentes, objectos de ornamentação, baterias e até óleo de motor.
Aly Mussá, director nacional de operações disse que a fiscalização é fruto de denúncia e explica como os proprietários dos armazéns agiam. Os toners são importados, mas quando chegam aos armazéns ocorre o processo de estampagem da marca HP, onde ocorre, igualmente, o processo de enchimento de tinta, porque existe o pó que serve para encher os tinteiros.

Também ocorre aqui o processo de embalagem em saquetas e depois em caixas, e só depois são colocadas no mercado, detalhou Mussá. Acrescentado que a INAE encontrou também televisores importados que ganhavam a marca “Elite” dentro dos armazéns.

Devido a relutância de alguns proprietários, a inspecção teve de recorrer a força para abrir alguns armazéns. Para além dos produtos pirateados, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas suspeita que o local esteja a ser usado para cárcere privado.

Há um elemento que ainda não trouxe a público, segundo o qual há, num dos armazéns, pessoas encarceradas e não sabemos os motivos. Por isso, interessa-nos abrir os armazéns para ver que tipo de produtos existem e o porquê de pessoas encarceradas”, argumentou Mussá.

Dos doze armazéns existentes no local, a INAE conseguiu abrir apenas dois, o que irá obrigar que os trabalhos prolonguem-se até esta quarta-feira, devido a sua complexidade. Estiveram evolvidos nesta operação agentes do INAE, da Polícia da República de Moçambique e a Procuradoria-Geral da República.

O País

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