Sociedade Beira: Fogo mata e fere na Praia-Nova

Beira: Fogo mata e fere na Praia-Nova

Uma pessoa morreu carbonizada e outro contraiu ferimentos ligeiros nas costas, em consequência de um incêndio que destruiu, cerca de uma hora de madrugada de domingo, uma casa construída de material precário na zona da Praia-Nova “B”, no bairro de Chaimite, na Beira.

A vítima mortal em vida respondia pelo nome de Madire Vasco, de 28 anos de idade. Marcelino Almeida Bento, sobrevivente, contraiu ferimentos. Ambos, embriagados, foram surpreendidos pelas chamas na casa onde arrendavam há um ano.

Presume-se que uma das vítimas tenha deixado um candeeiro ou beata de cigarro aceso, numa zona  de difícil acesso.

O “Diário de Moçambique” soube que o fogo não se propagou graças à pronta intervenção dos moradores.

Marcelino Almeida Bento, que contraiu ferimentos, contou que vivia há cinco anos com a vítima mortal. Disse não saber ao certo a origem do incêndio, mas suspeita que o seu amigo, já que fumava tenha,  deixado um cigarro aceso enquanto dormia.

Ele contou que a iluminação era através de candeeiro, uma vez que não tinha energia eléctrica.

 “Nós trabalhávamos como biscateiros e vivíamos na mesma casa. Mas cada um alugava seu quarto. Ontem, por volta das 20 horas, o meu amigo voltou embriagado e com ferimentos na cara. Perguntei a razão dos ferimentos e disse que tinha caído. Mas eu suspeitei que se havia envolvido em confusão. Pediu-me comida e disse-lhe que não tinha. Ele mesmo mandou comprar pão, que não chegou a comer. Horas depois sai e fui ao espectáculo nos CFM. Ele foi dormir”, disse.

Marcelino Almeida Bento contou ainda que quando regressou do espectáculo, por volta das 00:30 horas, não viu candeeiro aceso.
Estava escuro. Como que estivesse grosso, também fui-me deitar. De repente comecei a sentir um desconforto. Acordei e vi que as chamas estavam a destruir a parte do quarto onde dorme o meu colega. O fogo já estava a atacar o meu quarto. Arrombei a porta e consegui escapar. Sofri algumas queimaduras. Gritei e uma vizinha acordou. Começamos a pedir socorro. Não conseguimos salvar o meu amigo”, disse.

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Já o dono da casa arrendada pelas vítimas, Moisés Felizardo, disse que o incêndio propagou-se de forma que não tem explicação. Mas aventou a possibilidade de ter sido provocado por candeeiro ou cigarro aceso, uma vez que se tratava de uma habitação feita de material precário.

Quando o incidente aconteceu, eu estava na 1ª Esquadra, porque o meu irmão estava envolvido num problema. De regresso, vi que a casa estava em chamas. As pessoas tentaram debelar as chamas, mas já era tarde”, disse.

Ajunite Francisco, testemunha ocular, disse que recebeu um susto quando se apercebeu que a casa estava a pegar fogo.

O fogo, quando começou, eu estava a dormir. Mais tarde comecei a ouvir gritos da dona de casa que as vítimas arrendavam, a pedir socorro. Quando sai, vi que era um incêndio e entrei em pânico. Acordei algumas pessoas vizinhas e começamos a lançar água. Mas o corpo já estava carbonizado”, disse.

Por seu turno, o chefe do posto administrativo de Chiveve, Manuel dos Santos Mussanema, que esteve no local do incidente,  aventa a hipótese de que o incêndio tenha sido provocado pelas vítimas, uma vez que ambos estavam embriagados.

Diário de Moçambique

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