Sociedade Ausência dos chefes de agregados familiares transtorna recenseadores

Ausência dos chefes de agregados familiares transtorna recenseadores

A ausência dos chefes dos agregados familiares para responderem ao questionário do IV Censo da População e Habitação 2017, que decorrem desde 1 de Agosto corrente à escala nacional, consta de um dos transtornos enfrentados pelos agentes recenseadores contratados pelo INE na cidade e distrito da Beira.

O “Diário de Moçambique” acompanhou o dia-a-dia dos brigadistas, tendo ficado a saber que um dos grandes constrangimentos do processo tem a ver com a ausência dos chefes dos agregados familiares no momento em que estes escalam as suas residências.

Quando assim é, segundo Deotréfe José Mapundo, controlador afecto na área de numeração de Inhamudima, entrevista-se os restantes membros da família maiores de 12 anos, marcando-se uma outra data para o frente-a-frente com o chefe do agregado familiar, uma vez que as questões a responder são individuais.

Este controlador afirmou ainda que nos primeiros dias do processo, muitos agentes enfrentaram problemas de localização dos nomes dos agregados familiares das suas áreas de numeração, acto, que segundo ele, foi sanado.

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Esta constatação foi também apontada por uma das supervisoras de Chipangara, Maria Luísa Vilanculos, a qual precisou que em muitos casos, os recenseadores encontram apenas esposas e filhos nas casas.

Muitas vezes não encontram os chefes dos agregados familiares e quando é assim marca-se uma outra hora, se calhar do almoço, para a entrevista com o chefe do agregado familiar. Tenho instruído aos recenseadores para serem persistentes”, disse Maria Luísa Vilanculos, que anotou que outra dificuldade tem a ver com a falta de informação por parte da população.

O guia Samuel Massaite, de Palmeiras, corroborou com Maria Luísa Vilanculos, afirmando que algumas pessoas não têm conhecimento do processo e “fazemos entender a estas que se trata do processo de recenseamento da população em que todos os moçambicanos devem recensear”.

Este controlador afirma que na falta do chefe dos agregados familiares, que tem sido comum em muitas casas, marca-se uma hora em que estes estão presentes e efectuam-se as entrevistas.

Diário de Moçambique

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