Sociedade Polícia de Trânsito apreende tchopelas na Beira

Polícia de Trânsito apreende tchopelas na Beira

A Polícia de Trânsito (PT) acaba de lançar uma operação rotineira na cidade da Beira, que culminou com a apreensão e parqueamento de pelo menos 36 “tchopelas” devido a várias irregularidades, das quais se destaca a circulação sem documentação exigida pelo Código de Estada por parte dos condutores e problemas mecânicos nos referidos velocípedes com motor.

A ofensiva, contestada por alguns “tchopelistas”, segue-se a vários dias de apelos e sensibilização por parte dos agentes da PT sobre a necessidade de os condutores daqueles meios se fazerem às estradas com todos os documentos exigidos.

O chefe das operações da Polícia de Trânsito em Sofala, Armando Zunguza, disse em entrevista com a nossa fonte, que a operação, visando o referido grupo, é normal uma vez que estes meios de transportam de passageiros. Por isso, de acordo com a lei, devem estar munidos de toda a documentação exigida para esta actividade.

Esta não é uma campanha, mas sim um trabalho de rotina que a Polícia vem fazendo e vai continuar a fazer que é para desencorajar estes condutores que transportam passageiros sem carta compatível e quando se regista um caso de acidente a seguradora não assume porque o condutor não tem a carta exigida pelo Código de Estrada dai que nós não podemos ficar a assistir isto”, explicou a fonte.

A operação, que num só dia resultou na apreensão e aplicação de multas a 36 condutores,  incidiu sobre os motociclos que circulam nas vias de muito tráfego na Beira, nomeadamente as avenidas Samora Machel, Eduardo Mondlhane, e nas ruas Alfredo Lawly, Correia de Brito, entre outras que entrecruzam os bairros de Maquinio e a zona baixa da cidade.

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Nestes locais a PT exigia toda a documentação nomeadamente, a carta de condução de serviços públicos, manifesto, livrete, licença de praça, seguro e verificava o estado mecânico dos “tchopelas” através da apresentação da documentação de inspecção.

No entanto, a exigência da carta de condução de serviços públicos não agradou a maior parte dos condutores, porque eles entendem que, em vez desta, a PT devia exigir a carta para conduzir motos.

Nós estamos a andar de motorizada porque então a PT quer serviços públicos? Isto só complica a nossa actividade. Veja os meus amigos ficaram parados durante horas e amealharam prejuízos. Eu por exemplo, por dia tenho que apresentar uma receita de 800 meticais” desabafou Manuel António, “tchopelista” há mais de um ano.

Eu, pessoalmente, não entendo o porquê da exigência de serviços públicos. A mota desta natureza leva no máximo quatro pessoas, contando comigo. Será que isto também equipara-se a um machimbombo ou chapa cem?”, indagou Castigo Alfeu,  outro “tchopelista” interpelado pela nossa Reportagem no Mercado do Maquinino.

Diário de Moçambique

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