Sociedade Incinerados 816 quilos de camarão e caranguejo na Beira

Incinerados 816 quilos de camarão e caranguejo na Beira

A direcção provincial do Mar, Águas Interiores e Pescas de Sofala (DPMAIPS), incinerou oitocentos e dezasseis quilos de camarão e caranguejo pescado no período de venda (época de proibição de captura de mariscos).

Trata-se de 756 quilos de camarão branco de nome científico pneus índicus e 60 quilos de caranguejo do mangal (scylla serrata), que após analise laboratoriais conclui-se que os mariscos eram impróprios para o consumo humano uma vez que apresentava níveis altos de coliformes fecais (fezes).

De acordo com o delegado provincial do Instituto Nacional de Investigação de Pescado em Sofala, Vasco Lebre Malate, a quantidade foi apreendida em Março do ano em curso na empresa HAI BAO, de investimento chines, que funcionava clandestinamente.

A fonte referiu que o produto já processado, eram embalados em caixas de uma outra empresa de forma a disfarçar. Ele, disse que a apreensão da quantidade que posteriormente reverteu ao Estado, foi através de denúncias populares que alertaram as autoridades de Pesca aquela empresa ilegal. 

Malate, precisou que apos a confiscação dos mariscos a DPMAIPS encerrou o estabelecimento e aplicou uma multa de cerca de 250 mil meticais ao infractor. Contra a HAI BAO também foi instaurada um processo que esta em sua tramitação legal.

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Trata-se de um produto que apreendemos em Marco do ano corrente que após a apreensão reverteu-se ao favor do Estado. Entretanto, teve que se fazer análises laboratoriais para determinar se o produto devia ser consumido ou não e concluiu-se que era improprio para o consumo por apresentar níveis altos de coliformes fecais”, disse Malate, acrescentando que o produto já estava empacotado e pronto para ser exportado para a República Popular da China, onde presumivelmente seria comerciado.

O nosso interlocutor aproveitou a ocasião para apelar a população da cidade da Beira em particular e de Sofala em geral, para denunciarem quaisquer situações de ilegalidade que se regista no sector do Mar, Águas Interiores e Pescas.

Desencorajar também aquisição de produtos de origem duvidosa porque se este produto fosse ao mercado seria comercializado com todos os riscos que apresenta para a saúde pública”, apelou.

Importa referir que no processo de incineração também foi usada uma máquina niveladora para triturar o produto de forma que os populares não se apropriarem para o consumo.

Diário de Moçambique

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