Internacional Advogado pessoal de Donald Trump investigado sobre alegada ingerência russa

Advogado pessoal de Donald Trump investigado sobre alegada ingerência russa

Michael Cohen, um dos advogados pessoais do Presidente norte-americano Donald Trump, também está a ser alvo da investigação conduzida pelo Congresso sobre a alegada ingerência da Rússia na campanha presidencial de 2016.

Em declarações à estação televisiva ABC, Cohen confirmou que os investigadores da Câmara dos Representantes e do Senado (câmara baixa e câmara alta do Congresso, respectivamente) pediram-lhe que “fornecesse informação e testemunho” sobre qualquer contacto que tivesse mantido com pessoas relacionadas com o Governo de Moscovo.

Ao canal, o advogado disse que recusou o convite. “Não aceitei o convite para participar, uma vez que o pedido [de cooperação] estava mal formulado, era muito amplo“, indicou o advogado, numa declaração enviada por escrito à estação ABC.

Depois de Michael Cohen ter rejeitado os pedidos de cooperação com o Congresso, o Comité dos Serviços de Inteligência do Senado votou por unanimidade, na passada quinta-feira, para atribuir ao presidente do comité, o senador republicano Richard Burr, e ao democrata com o cargo mais alto dentro daquela comissão, Mark Warner, a autoridade para emitir uma ordem que obrigasse o advogado a responder às solicitações dos legisladores.

Recomendado para si:  Moçambicano julgado em Joanesburgo pelo assassinato do DJ Warras

Depois da campanha presidencial de 2016, Cohen deixou a Organização Trump, o grupo empresarial detido por Donald Trump, e passou a ser advogado pessoal do Presidente, uma posição que ainda ocupa.

Nos últimos dias, o caso da alegada ingerência russa nas presidenciais norte-americanas, que deram a vitória a Trump em Novembro de 2016, ganhou novos contornos, quando foi divulgado que o genro do Presidente e actual conselheiro presidencial, Jared Kushner, também seria ouvido sobre esta matéria.

JN

Destaques da semana