Renamo diz que no que depender de si a paz é para sempre. E a campanha de mobilização para o regresso dos deslocados de guerra por parte do partido é vista por analista como mais um sinal positivo nas negociações de paz.
O cessar-fogo em vigor, que termina a 4 de Março, decorre sem grandes violações. Este é o segundo, com um duração de sessenta dias, depois de um outro mais curto, de uma semana, implementado aquando da quadra festiva natalícia.
As tréguas surgiram depois de um contacto directo, por telefone, entre o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, maior força da oposição, Afonso Dhlakama. Nas regiões de conflito, províncias do centro, as actividades vão retomando lentamente, bem como a circulação de pessoas e bens.
Será que a trégua que se vive hoje vai ser eterna? José Manteigas, chefe da delegação da RENAMO nas negociações de paz garante que “do lado do presidente Dhlakama e do lado da RENAMO em princípio a trégua deve permanecer.”
Mas Manteigas responsabiliza o Governo no que concerne ao processo de discussões de aspectos técnicos: “Apesar da morosidade por parte do Presidente da República na indicação de alguns peritos, segundo entendimento havido entre os dois presidentes, nós como Renamo e o presidente Dhlakama estamos na expectativa de que, de facto, essas tréguas poderão ser definitivas, desde o momento que a contra-parte colabore para o efeito“.
DW















