Com a cidade de Tete a constituir maior motivo de preocupação, o surto da cólera assola quatro províncias do país desde o mês de Dezembro do ano passado, tendo já registado 41 óbitos num cumulativo de 4.518 casos confirmados, perfazendo uma taxa de letalidade calculada em 0.9 por cento.

Distribuídos, os números estão em 1.562 casos registados na cidade de Tete, capital da província com o mesmo nome. Na mesma província, 728 e 171 em Moatize e Mutarara, respectivamente.

Segundo o director nacional adjunto de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, a “doença das mãos sujas” foi igualmente confirmada nas províncias da Zambézia (cidade de Quelimane 104), Niassa (Lichinga com 909; Lago com 260 e 102 casos em Cuamba) e Nampula (Lalaua com 37 casos; Mecuburi 29; Murrupula 45, posto administrativo de Namialo em Monapo 100; e a cidade de Nampula com 954 casos).

Cólera da Guiné-Bissau

Fernandes, que falava ontem numa conferência de imprensa no Ministério da Saúde, por ocasião da apresentação do quadro evolutivo da epidemia, referiu que, observando as tendências das últimas semanas, pode-se afirmar que a situação é estável e com tendência decrescente, facto que não se replica na cidade de Tete.

A cidade de Tete revela-se mais vulnerável pelo facto da mesma apresentar baixo saneamento do meio e, em alguns pontos da cidade, fraco acesso a água potável, não obstante a elevada densidade populacional.