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Município de Maputo reage aos afogamentos ocorridos na praia da Costa do Sol

Conselho Municipal de Maputo (CMM) afirma que não cabe à instituição pesquisar sobre a morte por afogamento, de um grupo de quatro jovens, ocorrida na semana passada na praia da Costa do Sol, uma vez que necessita  de uma autonomia legal para o efeito.

Falando  durante  uma conferencia de imprensa, o director do gabinete jurídico do Município, Raimundo Chambe diz que a esta instituição cabe apenas colaborar em todo o processo de pesquisa, que envolve instituições especializadas e com um mandato legal, nomeadamente o Ministério Público, Polícia de Investigação Criminal (PIC), magistrados e outros oficiais da justiça.

Chambe, disse que a única obrigação da sua instituição em todo o processo é participar e colaborar na produção de provas conducentes à percepção das causas à volta do facto.

“”Se o Município se embrenhar, na investigação deste facto, estará a usurpar poderes de uma outra instituição com mandato legal de o fazer. Estamos a falar que este facto está sob égide do Ministério Público, que é titular da acção penal e que tem um sistema já montado com vista a pesquisar até se perceber o que pode ter acontecido, frisou.

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Na ocasião, lamentou a perda de vidas humanas e garantiu estarem a ser levadas à cabo diligências pelo Governo moçambicano, visando esclarecer o caso.

Por sua vez , o comandante da Polícia Costeira em Maputo, José Mandlate, apontou como possíveis causas, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, visto que minutos antes de se fazerem à água, os jovens teriam sido vistos por um grupo de salva-vidas a consumirem bebidas com alto teor alcoólico.

“”Naquele dia, os nossos homens passaram por onde estiveram os quatro jovens. Encontraram-nos a consumir bebidas alcoólicas, whisky e vinho. Não digo que foi a causa fundamental da morte. Mas pelo que temos constatado muitos que perdem a vida fazem-se às águas sob forte influência do álcool”. Disse Mandlate.

Questionado sobre a existência de placas de sinalização das zonas perigosas antes do incidente, o comandante da Polícia costeira afirmou não ter a certeza, uma vez que as mesmas têm sido constantemente vandalizadas.

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