O presidente do Movimento Democrático de Moçambique e candidato desse partido às eleições presidenciais de Outubro próximo, Daviz Simango, diz que compreende que certas correntes de opinião o critiquem por ter pedido desculpas ao povo moçambicano pelo facto de a sua bancada, juntamente com as outras duas bancadas, ter aprovado, na Assembleia da República, as regalias escandalosas para os deputados e ex-Presidentes da República. Simango, que já pediu uma audiência ao Presidente da República, Armando Guebuza, para travar as duas leis das regalias milionárias, diz que reconhecer o erro e voltar atrás para repará-lo é uma virtude. “Fui educado para reconhecer os erros, pedir desculpas e reparar os mesmos erros”, disse Simango, em resposta às críticas que lhe têm sido feitas.

O presidente do MDM fez tais declarações momentos depois de aterrar no aeroporto de Chingodzi, na província de Tete, local em que vai trabalhar até terça-feira.
“Como líder, assumi esse erro político e estou a agir para repará-lo. As pessoas devem perceber isso”, disse Daviz Simango.

Sobre o pedido de audiência que enviou ao Presidente da República, Armando Guebuza, para travar as duas leis consideradas insultuosas para as condições de vida dos moçambicanos, Simango disse que ainda não teve resposta da parte do Presidente da República. O candidato do MDM diz que, se até terça-feira Armando Guebuza não responder, vai escrever uma carta pública a mostrar a sua indignação.

“Se, por acaso, o Presidente da República não responder ao ofício que remeti, a pedir audiência, até terça-feira (amanhã), não me resta mais nada senão escrever-lhe uma carta pública, a manifestar a minha indignação. Aguardemos para ver”, disse Daviz Simango.

O presidente do MDM está, desde sábado, em visita de trabalho à província de Tete, e poderá visitar os distritos de Angónia, Moatize, Macanga e a cidade de Tete.