Perto de 34 mil famílias camponesas do distrito de Changara, a sudoeste da província de Tete, estão carenciadas de alimentos e necessitam de um suplemento adicional em produtos alimentares de primeira necessidade.
No entanto, a situação está sendo paulatinamente ultrapassada, com o programa de aquisição de comida com os fundos disponibilizados no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo sete milhões de meticais.
Segundo o director distrital dos Serviços de Actividades Económicas, João Manhoca, algumas famílias das zonas abrangidas pela estiagem, estão empenhadas na produção de hortícolas inseridas na segunda época da campanha agrícola em curso, para minimizar os efeitos desta calamidade.
Aquele técnico agrário referiu que os camponeses, praticamente não conseguiram colher o suficiente para uma segurança alimentar durante a fase crítica, entre os meses de Outubro, Novembro e Dezembro e até ao primeiro trimestre do próximo ano.
“Um trabalho permanente de levantamento preliminar da situação da seca que origina a fome no distrito está em curso para determinarmos as zonas críticas onde o Governo deve virar as atenções de forma a evitar situações graves por falta de comida” – referiu Manhoca.
Deste modo, segundo o director distrital das Actividades Económicas, em Changara, o governo distrital, através do FDD, está a direccionar os valores aos agentes económicos para a compra de produtos alimentares, com maior destaque para o milho que constitui a base de alimentação da população.
Para mitigar os efeitos da estiagem, está em curso em vários povoados dos postos administrativos de Marara, Chiôco e Changara-sede, com elevados índices de pessoas afectadas pela seca, um trabalho de sensibilização e mobilização das comunidades para o aproveitamento das zonas baixas para a produção de bens alimentares durante a segunda época da campanha agrícola em curso, acção que está a ser levado a cabo por equipas de técnicos extensionistas agrários.
Dados em nosso poder indicam que o Conselho de Cristão de Moçambique, em colaboração com o governo distrital de Changara, e com a comparticipação da população, já construiu 25 represas de baixo custo nos postos administrativos de Marara e Chiôco nos últimos dois anos. “Para este ano, devido à falta de meios financeiros, o governo agendou apenas a construção de mais duas represas convencionais nos postos administrativos de Marara e Chiôco. Este processo está a trazer resultados bastante encorajadores no seio dos camponeses, pois, estes já estão a obter resultados com a produção de mandioca, batata-doce e hortícolas” – disse o director distrital de Serviços de Actividades Económicas, em Changara.
















