Sociedade Frigoríficos do mercado do Zimpeto concessionados a privado

Frigoríficos do mercado do Zimpeto concessionados a privado

Para o efeito, o Conselho Municipal da capital acaba de concessionar a gestão das duas câmaras frigoríficas a um privado, que ao invés de vegetais, quer fazer delas um lugar de conservação de fruta não especificada.

O sistema de frio foi adquirido pelas autoridades municipais na perspectiva do acondicionamento de produtos como tomate, batata e outros facilmente perecíveis comercializados naquele mercado, mas os vendedores não chegaram a usá-los, alegando que os produtos perderiam qualidade.

Moisés Covane, administrador daquele mercado, explicou ao nosso Jornal há dias que após meses sem que os frigoríficos fossem usados, as autoridades optaram em ceder o equipamento a um privado como tentativa de rentabilizá-lo.

A fonte não precisou a identidade do concessionário, mas garantiu que este começaria a fazer o uso dos frigoríficos em breve.

Para o administrador, não se trata necessariamente de desvio quanto à finalidade dos frigoríficos, mas de uma estratégia para evitar que os mesmos continuem inoperacionais.

Aliás, os vendedores de tomate, inicialmente vistos como principais potenciais utilizadores do sistema, nunca os viram como solução das perdas que têm sofrido no Verão quando o seu produto não esgota em tempo útil.

Francisco Meioche, um dos comerciantes, disse que aqueles frigoríficos estão longe de responder as necessidades de conservação de produtos daquele mercado.

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“Nunca usamos porque não se adequam às nossas necessidades. São muito pequenos e sem capacidade para acomodar tomate de três camiões, num mercado que recebe por dia cerca de 60 viaturas”, disse.

A ideia é comungada por uma outra vendedeira. Margarida Lemos, agricultora em Magude, disse que desde a sua instalação no Zimpeto, a finalidade daquele sistema de frio nunca ficou clara para os potenciais utilizadores.

Actualmente, regista-se uma superprodução de vegetais ao ponto de um quilograma de pimento ter baixado de 25 meticais para 10 nas últimas semanas. Segundo aquela agricultora e vendedora, os frigoríficos deviam ser usados para conservar os produtos e evitar que os produtores se vejam na obrigação de baixar tanto o preço ao ponto de não terem rendimentos.

Contudo, Covane reconheceu que o mercado está devidamente abastecido, enalteceu o facto de até agora não terem se registado perdas de produtos, o que significa que tudo que entra é vendido.

Cada uma das câmaras tem capacidade de 30 toneladas de produtos frescos.

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