Manuel André, que falava por ocasião do 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, dava assim o exemplo de como os postos de emprego aparentemente assegurados podem ser abruptamente perdidos sem que para tal seja dada alguma satisfação à massa laboral, que se vê na contingência de se encontrar na situação de desempregada, criando, deste modo, um descontentamento generalizado.
“Por isso, dissemos em jeito de balanço que decorridos 12 meses desde o 1º de Maio de 2012 a este que se celebra hoje ainda persistem as inquietações resultantes do atraso de pagamento de salários dos trabalhadores assim como a paralisação de obras sem consentimento nem satisfação dos mesmos, principalmente no sector de construção, como é o caso da estrada Montepuez/Ruaça, prejudicando maior número de trabalhadores”, disse Manuel André.

A fonte disse ainda que se assiste a despedimentos de trabalhadores nas empresas do ramo de Comércio, Indústria, Hoteleira e Construção sob o argumento de que os mesmos não têm formação adequada, assim como há falta de promoção dos trabalhadores, funcionários e agentes do Estado para as carreiras profissionais, não só, como a morosidade na mudança de categoria, após a conclusão de níveis académicos ou profissionais, para além da assinatura de contratos de trabalho precários sem formalidades legais.
As obras de reabilitação da estrada Montepuez/Ruaça estão, pela segunda vez consecutiva, paralisadas, um projecto que já dura há mais de três anos, que visa a ligação de Cabo Delgado e Niassa. O empreendimento está dividido em três lotes, em que o mais atrasado é o referente à província de Cabo Delgado.
Se da primeira vez as razões evocadas relacionavam-se com o não cumprimento da metodologia de prestação de contas pelo empreiteiro a um dos potenciais financiadores, desta, segundo apurou o nosso Jornal, o construtor parou por falta de pagamento por parte do dono da obra, nomeadamente o Governo, através da Administração Nacional das Estradas (ANE).
A estrada em construção vai ligar Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, e Lichinga, em Niassa, num troço de cerca de 491 quilómetros, dos quais 135 referem-se à secção Montepuez/rio Ruaça, limite entre as duas províncias, a 68 quilómetros da sede do distrito de Marrupa, na segunda província.
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