Com esta variação mensal, segundo o BM a inflação anual acelerou em 75 pontos base (pb), para 5,05 por cento, mantendo a tendência ascendente iniciada em Fevereiro de 2013.
Comportamento idêntico foi seguido pela inflação média anual que se situou em 2,44 por cento, após 2,23 por cento no mês anterior.
A inflação observada em Abril reflectiu, fundamentalmente, a evolução dos preços das classes de mobiliário, artigos de decoração, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação, que contribuiu com 0,20 pontos percentuais (pp); habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, com 0,18 pp.; e produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, com 0,14 pp.
De entre os preços de produtos que registaram maiores variações positivas destacam-se os da cebola, dos serviços de empregados domésticos, do carvão vegetal, do tomate e do feijão-manteiga, que foram contrariados pela queda dos preços da couve, do coco, do peixe fresco, da alface, da laranja, do pepino, da pimenta, dos óleos alimentares e do frango vivo.
O IPC de Moçambique, ainda segundo o Banco Central, que agrega os índices de preços das cidades de Maputo (0,60 por cento), Beira (-0,53 por cento) e Nampula (0,13 por cento) observou uma variação mensal positiva de 0,25 por cento em Abril de 2013, após um incremento mensal de 0,30 por cento no mês anterior.

Em termos anuais, a inflação agregada foi de 4,79 por cento em Abril, mais 52 pb que a registada em Março de 2013. A inflação média anual, tal como na cidade de Maputo, manteve a trajectória ascendente, tendo passado de 2,51%2525 no mês anterior para 2,64%2525 em Março último.
O comportamento da inflação nos primeiros quatro meses do ano reflecte uma conjuntura de início do ano difícil, caracterizada por cheias e inundações, que afectou a oferta de produtos alimentares em alguns mercados, principalmente frutas e vegetais, bem assim pelo aumento dos preços médios de algumas commodities no mercado internacional, com peso na inflação doméstica, sem descurar o fortalecimento do Dólar dos EUA no mercado cambial doméstico.
Segundo dados do INE, reportados pelo BM, registou-se em Março de 2013 uma redução no indicador de clima económico, interrompendo assim a trajectória ascendente que se vinha observando neste indicador desde Julho de 2012.
Em linha com o comportamento do índice agregado, as expectativas em relação à procura também apresentaram um declínio no mês, enquanto as perspectivas de emprego mantiveram uma avaliação positiva.
A nível sectorial, o declínio do índice agregado no mês é explicado pela apreciação negativa dos empresários dos sectores de alojamento e restauração e dos transportes, que suplantou as avaliações optimistas dos sectores de indústria, construção, comércio e outros serviços não financeiros.
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