Reembolsos aos clientes do Nosso Banco inicia hoje

Reembolsos aos clientes do Nosso Banco inicia hoje

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Inicia hoje o processo de devolução dos valores aos depositantes singulares do Nosso Banco, instituição cuja licença de exercício da actividade financeira foi recentemente cassada pelo Banco Central.

Falando ontem durante uma conferência de imprensa, Joana Matsombe, administradora para a área de Supervisão Bancária, garantiu citada pelo Notícias que ao abrigo da legislação em vigor todos os clientes, sobretudo particulares, terão o seu dinheiro de volta.

Nós queremos tranquilizar a todos os depositantes singulares que ninguém vai perder o seu dinheiro”, referiu Matsombe, reiterando depois que não há razões para pânico, porque todo o sistema bancário moçambicano está estável, sólido e goza de uma boa saúde. “O nosso sistema bancário está bem capitalizado, tem liquidez para satisfazer as necessidades do mercado, ou seja, dos seus clientes. O nosso sistema bancário é bem gerido e tem uma boa carteira de crédito, o que significa que a maioria das pessoas singulares e colectivas que contraem o crédito pagam a sua dívida”, sustentou a administradora do Banco Central.

Explicando as modalidades de reembolso, ela reiterou que de acordo com a legislação em vigor, o Fundo de Garantia de Depósitos vai devolver, numa primeira fase, o montante até ao limite máximo de 20 mil meticais a todos os depositantes singulares, que representam 91 por cento, ou seja, 5116 clientes que o Nosso Banco tinha.

Isso significa que quem tem 100,00 meticais vai levar todo o seu dinheiro, quem tem 20 mil vai levar todo o seu valor, mas quem tem um milhão terá direito a levantar 20 mil meticais”, detalhou.

Joana Matsombe fez saber ainda que o remanescente do valor só será reembolsado após o cálculo da chamada massa falida do Nosso Banco, uma actividade que deverá durar no mínimo um ano.

A intervenção do Banco de Moçambique no Nosso Banco foi a segunda num espaço de cerca de um mês, facto que levou à circulação, nas redes sociais, nos últimos dias, de mensagens apontando alguns indicadores sobre o rácio de solvabilidade de algumas instituições nacionais.

Sobre este facto Joana Matsombe nega que os referidos indicadores sejam verdadeiros, pelo que apela a toda a sociedade para que não se deixe enganar. Garante também que todos os bancos agora em funcionamento têm rácios de solvabilidade acima da média exigida. Por isso, apelou que todos os moçambicanos devem manter confiança nos bancos porque, segundo ela, é só lá onde a moeda fica segura e valorizada.

Folha de Maputo

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