Polícia zimbabweana recupera combustível contrabandeado de Moçambique

Polícia zimbabweana recupera combustível contrabandeado de Moçambique

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A Polícia da cidade fronteiriça de Mutare, na província de Manicaland, Zimbabwe, recuperou 2.926 litros de combustível, no valor de mais de 3.468 dólares, contrabandeados de Moçambique em menos de duas semanas, de acordo com a Rádio Vop Zimbabwe. 

O combustível, que compreende 2.320 litros de diesel e 606 litros de gasolina, foi recuperado entre 26 de Outubro e 8 de Novembro deste ano, pela Unidade de Controlo de Fronteiras.

O contrabando de combustível em Mutare foi espoletado por automobilistas que optam pelo produto mais barato, vendido a 0,66 dólares a gasolina e o diesel a 0,45 dólares por litro no nosso país. O produto é então renegociado no mercado negro daquele país vizinho, a um custo de 1,10 dólares por litro, enquanto que o preço do diesel é de 0,80 contra 1,33 e 1,15 dólares, respectivamente, aplicados localmente.

Os contrabandistas usam a fronteira para transportar bens diversos, de acordo com a demanda zimbabweana.

O porta-voz da Polícia de Manicaland, Tavhiringwa Kakohwa, citado pela Rádio Vop Zimbabwe, confirmou, na segunda-feira, que o combustível tornou-se um dos produtos mais contrabandeados entre os dois países. Kakohwa disse que, no passado, a polícia costumava lidar principalmente com o contrabando de fardos de roupas de segunda mão, mas que, desde então, expandiu-se para combustível.

No início, costumávamos ter dores de cabeça com o contrabando de fardos de roupas de segunda mão, mas agora espalhou-se para refrigerantes. O contrabando de combustíveis também é desenfreado e fizemos muitas recuperações“, disse, acrescentando que esforços foram redobrados para travar o contrabando.

Como Polícia, dobrámos os nossos esforços e temos desdobrado polícias uniformizados e disfarçados em áreas estratégicas ao longo da fronteira, para garantir que os casos de contrabando sejam reduzidos e os culpados sejam conduzidos à barra da justiça“.

Várias prisões foram feitas com muitos bens sendo recuperados, como resultado dos esforços da polícia para travar o contrabando ao longo da fronteira“, contou.

Kakohwa advertiu ainda aos contrabandistas a desistirem da actividade ilegal, sob risco de serem capturados.

O País

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