Nampula: Incêndio destrói barracas do mercado dos bombeiros

Nampula: Incêndio destrói barracas do mercado dos bombeiros

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Trezentas e cinquenta e nove barracas de material precário foram literalmente destruídas por um incêndio no mercado vulgarmente conhecido por Bombeiros, localizado na zona central da cidade de Nampula.

O incidente ocorreu cerca das 23 horas de terça-feira e aponta-se um curto-circuito como provável causa do incêndio, que deixou os proprietários, maioritariamente estrangeiros, numa situação de desespero total.

Não há vítimas humanas a lamentar nem feridos, mas os prejuízos financeiros resultantes do incêndio podem ser elevados porque as mercadorias ali comercializadas, nomeadamente utensílios domésticos, eletrodomésticos, vestuário, bijutaria, calçado, foram destruídas pelo fogo, que rapidamente se propagou pelo recinto.

O Comando do Corpo de Salvação Pública, titular do espaço onde foi erguido o Mercado dos Poetas, como também é conhecido, não teve tempo suficiente para esboçar qualquer intervenção dada a proporção das chamas que, inclusive, ameaçavam residências vizinhas.

Até ao meio da tarde de ontem, os bombeiros combatiam algumas labaredas provocadas sobretudo por vestuário e outro material inflamável.

António Adriano, vigilante da empresa Actual, em serviço numa das barracas, disse em contacto com a Reportagem do “Notícias” que terá ouvido um ruído estranho perto das 23 horas e percebeu que era no transformador eléctrico da empresa Electricidade de Moçambique implantado no mercado.

De seguida, houve uma faísca que rapidamente se transformou em chamas que se propagaram rapidamente para as barracas em redor.

Abibo Tuahir, guarda particular de uma residência que reparte o muro do quintal das barracas, disse que o incêndio pode ter sido provocado por uma carrinha que descarregava mercadoria próximo do transformador. Por causa da altura, o carro que transportava carga terá tocado nos cabos eléctricos, provocando curto-circuito. Os indivíduos em causa, contou, depois desapareceram. A mesma tese é defendida pelos bombeiros.

Refira-se que cidadãos de nacionalidade sudanesa, somali, congolesa e guineense e um pequeno número de nacionais desenvolviam as suas actividades neste mercado com cerca de oito anos de existência. As rendas revertiam a favor do Serviço Nacional de Salvação Pública (SERNAP), delegação de Nampula.

Jornal Notícias

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