Armas e munições desenterradas num quintal na Beira

Armas e munições desenterradas num quintal na Beira

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Três armas de fogo, uma AK47 e duas caçadeiras, e 460 munições foram desenterradas por acaso no quintal de uma casa localizada no bairro das Palmeiras II, na cidade da Beira, na província de Sofala.

O material estava escondido numa câmara-de-ar e incluía um recipiente de cinco litros, contendo óleo de lubrificação.

O material foi encontrado no recinto de uma casa ocupada por dois parentes, identificados como sendo Gilberto Gonçalves Carrelo, ora detido, e Domingas Helena Botão.

Em conexão com o caso, segundo noticia hoje o jornal “Diário de Moçambique”, a Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve também Joaquim António, o indivíduo que estava a abrir uma cova para enterrar lixo, a mando de Domingas Botão. Ambos estão encarcerados desde sábado na 2ª Esquadra da PRM, na Ponta-Gêa.

O material bélico é supostamente de Gilberto Gançalves Carrelo “Betinho” .

O porta-voz do comando provincial da PRM em Sofala, Daniel Macuácua, disse que apreensão foi possível graças a uma denúncia.

A fonte precisou que trabalhos estão em curso visando apurar a finalidade para a qual as armas eram usadas e como foram parar naquele local.

Joaquim António, um dos detidos, disse ter encontrado as armas e munições quando estava a abrir uma cova para deitar lixo e tratou de informar à dona da casa, Domingas Helena Botão.

“Na semana passada, a mana Domingas, dona da casa onde estou, pediu-me para abrir uma cova para enterrar lixo. Quando estava a cavar, apareceu o senhor Betinho (Gilberto Fernando Carrelo) e disse-me para não continuar porque tinha coisas dele. Eu parei, mas fiquei curioso. No sábado voltei a cavar e encontrei uma câmara-de-ar. Quando abri, vi que eram armas e fui informar a mana Domingas, que foi logo denunciar o caso a um vizinho, que é polícia. Daí, no mesmo dia, chegaram agentes da Polícia e desenterraram as armas e prenderam-me também. Não sei por que estou preso”, contou.

O suposto dono do material bélico, negou que as armas, munições e óleo de lubrificação sejam da sua pertença. Alegou que em nenhum momento teria dito ao jovem Joaquim que devia parar de abrir a cova, porque tinha coisas dele, enterradas.

“Esta casa era da minha falecida tia. Ela morreu e casa passou para o meu nome. Mas a minha família não está conformada. Por isso estão a fazer de tudo para me tirar a casa. Tudo que este jovem está dizer é mentira”, insistiu.

Domingas Helena Botão, por seu turno, declarou que logo que recebeu a informação da existência de armas, tratou de comunicar o caso às autoridades, que trataram de retirar o material do local porque, segundo disse, constituía um perigo para as crianças e outros ocupantes da casa.

““A casa é da família. O senhor Betinho é meu tio. Ele também vive nesta casa. Mas como ela é grande, foi dividida e cada um ficou com a sua parte. Não sei como é que o material de guerra parou no quintal da casa. Só o tio Betinho pode explicar porque esta há muito tempo aqui””, explicou.

AIM

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