Novos confrontos militares em Muxúnguè e Gorongosa


No momento em que estava a tomar posse, ao fim da manhã da última sexta-feira, na Beira, o novo comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, registaram-se mais dois episódios de guerra, um em Ripembe, a sul de Muxúnguè, e outro a norte do distrito da Gorongosa, mais propriamente em Canda, respectivamente.

Estes dois episódios puseram termo a cerca de 96 horas sem registo de ocorrências no teatro militar, no centro do País.

A Renamo ainda não reivindicou os ataques mas Xavier Tocole, director da Ordem e Segurança Pública no Comando Geral da PRM, acaba de confirmar as duas ocorrências a jornalistas na Beira.

Tocole falava durante o acto de posse do Superintendente Principal de Polícia, António Alfredo Pelembe, como novo comandante provincial da PRM em Sofala, nomeado sexta-feira pelo ministro do Interior, Alberto Mondlane.

Tocole refere-se à Renamo como autora dos ataques, mas disse na altura não possuir informações sobre o balanço das ocorrências.

O ataque deu-se na zona do Rio Ripembe, já no distrito da Machanga, na estrada nacional N1, a sul de Muxúnguè.

O ataque foi à primeira coluna de viaturas de sexta-feira passada, que progredia no sentido norte-sul, para o Rio Save. Deu-se quando a coluna foi obrigada a parar por se terem apercebido da existência de uma vala de um lado ao outro da estrada.

Admite-se que se trate de homens da Renamo, por a Renamo durante a guerra civil dos 16 anos ter usado exactamente a mesma táctica de guerrilha, de abrir valas na estrada N1.

Muitas das viaturas que seguiam na coluna chocaram precipitadamente umas com as outras e houve mortos e feridos, sobretudo entre militares da escolta, reportam fontes locais, mas não há ainda balanço oficial da ocorrência.

De Muxúnguè chegam-nos ainda informações que indicam terem dado entrada no Hospital Rural local dois agentes da FIR gravemente feridos. Não há informações sobre mortes.

Já de Canda, no norte do distrito da Gorongosa, também nos chegam notícias de que prosseguem combates há várias horas entre grupos armados e forças de defesa e segurança. A Polícia confirma mas não dá pormenores.

O comandante provincial da PRM em Sofala, que foi exonerado, era o adjunto de comissário Joaquim Avassamania Nido Likwaha. Ficou famoso por ter dito que o ataque ao Paiol de Semacuesa, na estrada de Inhaminga, não fora perpetrado por homens da Renamo, deixando subjacente a possibilidade de ter-se tratado de uma outra força armada no terreno, ou de alguém com o objectivo de alimentar o negócio de armas. A Renamo na altura disse que não foram os seus homens que atacaram o Paiol.

Entretanto, sexta-feira passada chegaram-nos informações de que seis autocarros da Etrago estavam em Goonda a caminho do Inchope, a progredirem de sul para norte, com elementos da FIR para serem desdobrados para a Beira e Gorongosa.

As ocorrências de guerra têm visado sobretudo alvos militares ou alvos civis transportando forças armadas à civil.

Também há informações que dão conta que contingentes policiais e militares estão a ser desdobrados entre o sul do País e Mocuba, já na província da Zambézia.




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